sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O ponto G deles


Que o corpo do homem é cheio de zonas erógenas que adoram ser estimuladas, isso a gente já sabe. Mas você sabia que eles também têm um pontinho que funciona quase como o nosso ponto G, ao alcance das mãos? Fico pertinho da próstata, logo abaixo da bexiga, um pouco atrás dos testículos e, ao que tido indica, se bem provocado, aumenta ou facilita a excitação e o prazer.

Publicidade

O problema é que há certo preconceito com relação a esse ponto, porque seu estímulo remeteria a uma atividade homossexual. Imaginar que o homem que gosta da estimulação na próstata é gay assusta muitas mulheres, que deixam de explorar a região anal masculina. Mas é lá mesmo que o "ponto G" deles se localiza. "A próstata apenas pode ser alcançada através do ânus, introduzindo o dedo", explica o psicoterapeuta sexual Oswaldo M. Rodrigues Jr., diretor do Instituto Paulista de Sexualidade. "O estímulo, massageando a próstata, facilitará a ereção ser obtida e mantida através de um mecanismo neurológico simples, reflexivo", explica.

A estimulação não vai proporcionar a prolongação do orgasmo, mas facilita que a excitação seja mantida forte e por mais tempo. Isso porque a área é comprovadamente uma aglomeração de terminações nervosas ligadas ao prazer. A dica de Oswaldo é estimular no início do contato sexual, com a finalidade de favorecer a excitação e o desejo do homem.


Mas é fundamental que o casal tenha muita intimidade para que a relação não fique estremecida. "Um casal sintonizado e que não se preocupe com a homossexualidade, provavelmente fará bom uso do prazer e excitação que podem ser obtidos com este tipo de estimulação", completa Oswaldo. Como não há uma cartografia sexual para encontrar e tocar esse "ponto G" masculino, as formas de estimulá-lo são muitas. Haja sensibilidade feminina na procura do tesouro.

Por Sabrina Passos (MBPress)

domingo, 16 de janeiro de 2011

Amor Virtual


O microcomputador pode ser um grande aliado na aproximação das pessoas. A máquina encurta distancias e facilita os contatos, mas é uma faca de dois gumes. No entanto, através da letra, do bate papo ou do MSN não há nada que possa confirmar a veracidade das palavras ou sentimentos. Pode ser até arriscado procurar um namorado virtual. Nunca se sabe o caráter da pessoa e sua verdadeira intenção quando está teclando num chat.

Mesmo na vida real, podemos nos enganar com relação ao caráter das pessoas. Acontece que, no dia a dia, num barzinho ou mesmo com amigos, estamos vendo a pessoa, olho no olho. No primeiro momento, a visão é a primeira aliada na paquera. Você vê o rapaz ou a moça e a acha bonita ou atraente. Se estiver próximo(a) a ele(a) poderá gostar do seu perfume. Neste contexto, entra a audição, como uma forma de elo; você gosta da voz da pessoa. Depois, vem a conversa. Através desta conversa, despertam as afinidades e as semelhanças.

João gosta de música, Beth também. Elisa tem olhos azuis e Mário gosta de mulheres claras de olhos azuis. Pedro adora cães e Maria também. Ou então o contrário: Luciana achou Beto um rapaz muito bonito, mas ele não sabe conversar. Ângela começou a namorar Chico, mas ele é muito ciumento. Não deu certo.

O Amor virtual tem nuances diferentes. As pessoas se aproximam por causa das afinidades. Gostam do jeito de escrever da outra, percebem que têm os mesmos gostos. Depois, vem os estímulos visuais, através da troca de fotos. Seguem os telefonemas e talvez, os encontros. Daí, pode acontecer um grande amor ou um grande desastre!

Paula teclou um mês com um homem romântico e educado. Marcaram um encontro no shopping de sua cidade. Não haviam trocado fotos ainda. Ela gostou dele à primeira vista. Ele não! O primeiro encontro foi um fracasso! O homem tratou-a secamente. Ficou decepcionado! Apesar de Paula ter sido sincera, quando descreveu seu tipo físico, ele não se sentiu atraído por ela no encontro real. O homem "romântico e educado" nunca mais apareceu no MSN, lugar marcado para os encontros virtuais.

Sílvia conheceu um homem separado num chat de internet. Com o desenrolar da conversa, descobriram que moravam no mesmo bairro. Marcaram um encontro e, hoje, mantém um compromisso sério. Através do contato real, Sílvia pôde se certificar onde morava o rapaz, seu trabalho e até o estado civil. Ficou mais tranqüila e, através do namoro real, estão se conhecendo melhor.

Se você gosta de conhecer pessoas através da Internet, tome certas precauções. Procure observar a pessoa com a qual está teclando. Escolha um bate papo e observe. Faça muitas amizades . Volte sempre ao mesmo bate papo. Assim, você ficará familiarizada com as pessoas. Pode se informar sobre um flerte ou uma paquera. As mentiras se espalham nos chats. Homens casados se transformam em conquistadores para viverem suas fantasias virtuais. E nem sempre contam sobre seu estado civil. 'As vezes, um rapaz gentil , tímido e solitário, pode ser um marido frustrado. Através do computador, podemos ser o que desejamos e viver muitas fantasias . Uma mulher solitária- uma mulher sensual; um rapaz tímido- um homem sedutor. Se a pessoa sabe o que deseja, a Internet lhe dá passe livre para agir como quiser. No entanto, tome cuidado, porque "o feitiço pode virar contra o feiticeiro." Usar a internet para mascarar problemas sérios ou frustrações afetivas, através de mentiras e enganos, pode ser perigoso.

Não há limites para o mundo virtual. Você pode ser o que você quiser. Através dos nicks escolhe a vida virtual que deseja para si. Sai da rotina do dia a dia ou de um casamento frustrado para um mundo cheio de fantasias e ilusões. 'As vezes, o dia a dia em casa é chato... puro tédio. Então, o que fazemos? Entramos em nosso quarto, deixamos a esposa ou esposo no sofá vendo TV e vamos para o mundo da fantasia. Lutar por uma dia a dia proveitoso é difícil. O retorno virtual é mais imediato. Num bate papo, podemos conseguir um amor e até Sexo. Sexo virtual ou até mesmo real.


Se você gosta de conhecer pessoas através da Internet, tome certas precauções. Procure observar a pessoa com a qual está teclando. Escolha um bate papo e observe. Faça muitas amizades . Volte sempre ao mesmo bate papo. Assim, você ficará familiarizada com as pessoas. Pode se informar sobre um flerte ou uma paquera. As mentiras se espalham nos chats. Homens casados se transformam em conquistadores para viverem suas fantasias virtuais. E nem sempre contam sobre seu estado civil. 'As vezes, um rapaz gentil , tímido e solitário, pode ser um marido frustrado. Através do computador, podemos ser o que desejamos e viver muitas fantasias . Uma mulher solitária- uma mulher sensual; um rapaz tímido- um homem sedutor. Se a pessoa sabe o que deseja, a Internet lhe dá passe livre para agir como quiser. No entanto, tome cuidado, porque "o feitiço pode virar contra o feiticeiro." Usar a internet para mascarar problemas sérios ou frustrações afetivas, através de mentiras e enganos, pode ser perigoso.

Não há limites para o mundo virtual. Você pode ser o que você quiser. Através dos nicks escolhe a vida virtual que deseja para si. Sai da rotina do dia a dia ou de um casamento frustrado para um mundo cheio de fantasias e ilusões. 'As vezes, o dia a dia em casa é chato... puro tédio. Então, o que fazemos? Entramos em nosso quarto, deixamos a esposa ou esposo no sofá vendo TV e vamos para o mundo da fantasia. Lutar por uma dia a dia proveitoso é difícil. O retorno virtual é mais imediato. Num bate papo, podemos conseguir um amor e até Sexo. Sexo virtual ou até mesmo real.

Se você souber o que deseja da Internet, poderá estar mais fortalecido(a). Sonhe, fantasie, mas tenha cuidado para não se machucar ou machucar as pessoas. Seja sempre sincero(a) consigo mesmo. A mentira tem pernas curtas e, você poderá até ameaçar seu casamento ou relacionamento, com as fantasias de um amor virtual. Um relacionamento tem que estar bom para os dois. Alguns casais se dão muito bem vivendo um amor virtual platônico ou secreto. Liberam suas fantasias e assim está bom para eles. No entanto, o que é bom para uma pessoa nem sempre é bom para a outra.

Nada substitui a vida real, o "olho no olho", o toque das mãos, o contato da pele do ser amado. Se você acha que seu amor virtual.. está demorando muito para se tornar real, fique esperto(a)! Pode ser que haja uma mentira por aí... ou então, seu flerte queira apenas um amor platônico. Amor platônico não se compromete e vive apenas de e-mails e cartões virtuais.

O Amor verdadeiro se compromete, é sincero... e muito real. Pode até começar no Micro computador, mas entra na sua vida real, entra no seu mundo. O amor real tem endereço, casa, telefone.. e não vive de mistérios ou mentiras.

Vá com calma! Acredite nas pessoas, acredite no Amor, mas tenha bom senso!

Quando for marcar um primeiro encontro real com seu amor virtual, escolha um local público. Através do diálogo, seja sempre sincero e procure conhecer melhor a pessoa.

O Amor entra no destino da pessoa no momento certo. Pode ser na rua, numa lanchonete, num chat virtual, num cinema ou até numa danceteria.

Seja sempre você mesmo(a) e lute pelo que você quer. Não faça aos outros o que você não deseja para si!

Lembre-se! O Mundo virtual é feito de pessoas de carne e osso! Um dia, o que é falso e ilusório, cai por terra!

Seja feliz! Sonhodliberdad

* Os nomes mencionados são fictícios
.

SATISFAÇÃO SEXUAL NÃO DEPENDE SÓ DO SEXO


Segundo um novo estudo, as razões para uma pessoa fazer sexo podem influenciar sua satisfação com a relação. Os pesquisadores descobriram que a satisfação sexual, geralmente pensada em termos de orgasmos e tempo gasto na cama, não depende só do sexo em si.

A maioria das pesquisas sobre a função e satisfação sexual se concentra na excitação e no orgasmo. Mas, segundo os cientistas, as pessoas fazem sexo por razões diversas, não apenas para o prazer físico.

No estudo recente, os pesquisadores descobriram que tanto homens quanto mulheres ficam mais satisfeitos quando fazem sexo por amor e compromisso. Tudo indica que os mercenários não são muitos felizes, já que sexo para conquistar bens materiais ou para progredir socialmente foi associado a uma experiência menos satisfatória.

544 homens e mulheres, estudantes universitários, em sua maioria heterossexuais, participaram de pesquisas sobre motivações e satisfação sexual. Os homens que tiveram relações sexuais para aumentar a auto-estima ficaram menos satisfeitos, como os homens que fizeram sexo para obter bens, favores ou outros recursos.

A mesma coisa ocorreu com as mulheres. As que tiveram relações sexuais para adquirir auto-estima ou aumento de recursos estavam menos satisfeitas. Sexo como uma experiência nova e excitante também foi associado com uma menor satisfação.

As mulheres apresentaram um maior número de associações do que os homens. Por exemplo, as mulheres que tiveram relações sexuais para expressar algo ao seu parceiro, como agradecimento ou pedido de desculpas, ficaram mais satisfeitas. A conexão entre amor, compromisso e satisfação foi menos intensa para as mulheres do que para os homens, embora ainda estivesse presente.


O
s resultados não são muito claros. Os pesquisadores não sabem ao certo porque mais fatores influenciam a satisfação das mulheres do que dos homens. Uma possibilidade é que elas desempenham o papel de “porteiro sexual” em muitos relacionamentos – ou seja, elas decidem se o casal vai fazer sexo ou não, então suas motivações são mais propensas a resultar em sexo.

Segundo os pesquisadores, o sexo é ligado a muitas variáveis, relacionadas ao indivíduo, as relações e a cultura de uma forma mais ampla. Para entender o sexo, é importante pelo menos tentar compreender essas relações complexas.


O próximo passo da pesquisa é analisar a forma como esses motivos influenciam na disfunção sexual. Por exemplo, uma pessoa que faz sexo por amor, e não por prazer físico, pode ficar menos preocupada se não tiver orgasmo regularmente. Os pesquisadores também esperam expandir a pesquisa para além de estudantes universitários, para a população em geral.

COMO O CÉREBRO DIFERENCIA AMOR DE PAIXÃO


Quem não gostaria de viver um grande amor? Muito já foi dito há séculos sobre os mistérios que regem amor e paixão. Do matemático Pascal: "O amor tem razões que a própria razão desconhece", até Albert Einstein: "Como a ciência poderia explicar um fenômeno tão importante quanto o Amor".


Poetas, filósofos, músicos e nos mesmos já escrevemos e lemos sobre as mais lindas poesias, canções e textos sobre o amor. Pedi a amigos que me enviassem textos que fizessem ressonância com suas almas, para entender como percebemos o amor. Algumas das mais importantes que me mandaram:

- O amor avassalador de Camões.

"Amor é um fogo arde sem se ver, é ferida que dói, e não se sente; é um contentamento descontente, é dor que desatina ferida sem doer"...

- O amor que doi na alma de Chico Buarque.

"Oh, pedaço de mim Oh, metade afastada de mim Leva o teu olhar Que a saudade é o pior tormento É pior do que o esquecimento É pior do que se entrevar"

- O amor sagrado e companheiro de Beto Guedes

'Tudo que move é sagrado E remove as montanhas Com todo o cuidado
Meu amor

- O amor que transcende todas as formas de amar - Coríntios 13

Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse Amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé..... se não tivesse Amor, nada seria...

"A paixão pode, sim, durar para sempre. Mas isso só acontece com algumas pessoas ? e ninguém sabe por quê"

Ciência e amor

Mas como o cérebro percebe e modifica sua química e seu funcionamento durante a ligação entre duas pessoas? O que acontece desde o primeiro encontro, a percepção de se estar apaixonado e a chegada do amor? Em se tratando de amor, a neurociência ainda está engatinhando nos estudos. Uma matéria bem didática da Jeanne Callegari, publicada em Maio/2010 pela Superinteressante descreve muito bem estes estágios:
1º) Vivenciando a aproximação Olhares que se encontram, corpos que se comunicam, coisa de pele. Sim isso realmente existe, o corpo percebe essa avalanche química através do cheiro. Aí, nos conectamos com pessoas com identidade imunológica complementar a nossa.

2º) Do primeiro encontro a paixão A partir deste momento, depois da atração irresistível inicial, a química cerebral produz uma turbulência de impulsos.


1. Começa com atração sexual, com aumento da testosterona em ambos os sexos, inclusive nas mulheres

2. Depois vem a paixão avassaladora, um não vive sem o outro, o dia não começa enquanto você não me telefonar, e ai o cérebro esta repleto de dopamina.

3. Depois vem a ligação afetiva mais sólida o companheirismo, manifestado nas mulheres pela ocitocina e nos homens pela vasopressina.

3º) Bem vindos ao Amor Aqui é tudo bem mais complexo, "Enquanto crescemos, vamos criando um conceito da pessoa por quem iremos nos apaixonar", explica Semir Zeki, neurologista da University College London e autor de estudos sobre o cérebro das pessoas apaixonadas.
Mapa cerebral do amor apaixonado

As técnicas de neuroimagem funcional permitiram mapear as regiões cerebrais ativadas e desativadas durante a paixão e o amor. As áreas cerebrais envolvidas passam a apresentar maior irrigação sanguínea, metabolismo mais intenso e maior atividade dos neurônios. As estruturas cerebrais envolvidas na paixão são a Amígdala e o Córtex pré-frontal. A amígdala é responsável pelos nossos sentimentos primitivos, como medo, raiva, euforia, tristeza. O córtex frontal é responsável pelo discernimento da razão.

Na fase inicial da paixão ativamos a Amígdala e desativamos o córtex pré-frontal, portanto existe uma gama de sentimentos primitivos misturados, com ausência total de razão. Essa turbulência emocional foi denominada pelo psicólogo social Stanley Schachter de "estranho elixir da paixão".

Dependendo dos indivíduos envolvidos, uma experiência de paixão desenfreada pode provocar alteração de humor semelhante à provocada por drogas como a cocaína e a anfetamina.
Saiba Mais

* Alimentos que estimulam a libido

* Teste: você doa ou recebe mais no amor?

* Ciladas do namoro que comprometem a dieta


Como cultivar a paixão saudável?

Existem casais que estão juntos há décadas e ainda se dizem apaixonados. Cientistas dos EUA monitoraram o cérebro de pessoas nessa situação e constataram que as áreas do cérebro relacionadas à paixão e aos romances realmente se acendiam quando elas pensavam na pessoa amada. A paixão pode, sim, durar para sempre. Mas isso só acontece com algumas pessoas - e ninguém sabe por quê. Os pesquisadores disseram que esses casais têm o mesmo "mapa amoroso" cerebral que animais que mantêm os mesmos parceiros por toda a vida, como os cisnes, os arganazes e as raposas cinzentas.


Aqui vão dicas de estudos que ajudam a cultivar paixões saudáveis que propiciam amores duradouros:


- Evitem brigas pelo telefone ou via internet. Quando estamos pertinho, olho no olho a energia de paz prevalece;

- Exercite o senso de humor;


- Iniciem novas atividades em conjunto;


- Exercitar o perdão é fundamental, às vezes ser feliz é mais importante do que brigar para saber quem tem razão; - Manter ativa a paixão reafirma sentimentos de proximidade e carinho.


- E por último: COMPROMETIMENTO. Pessoas cujos comprometimentos sejam fracos interpretam o comportamento do seu parceiro mais negativamente, opõe com o tempo pode se destruir uma relação. Quando se tem firme intenção de manter um relacionamento, os problemas conjugais são mais facilmente relativizados.

Claudia Klein

domingo, 14 de novembro de 2010

Ciúme geralmente é fruto de fantasia


Falar sobre o ciúme é um enorme voto de confiança na relação e acaba nos aproximando muito de quem amamos

Antes de ler este artigo, eu sugiro que você faça a si mesmo cada uma das perguntas abaixo e tente respondê-las com o máximo de verdade.

Você é daquelas pessoas que tentam controlar a vida?


Você sabe diferenciar fantasia de realidade?
Como anda sua autoestima?
'Você' é confiável?
Você é corajoso o suficiente para revelar seu ciúme a seu parceiro?

Existe muita coisa escrita sobre esse sentimento chamado ciúme, que tantas vezes se instala entre nós e em quem amamos, roubando de nossos relacionamentos a leveza, a paz e a confiança.

Na maioria dos artigos e livros sobre o assunto, o que encontrei foram conclusões mais ou menos parecidas, que dizem que praticamente 100% da população tem, em algum momento da vida, contato com esse sentimento e que o importante é saber a diferença entre o ciúme considerado 'normal' e o 'patológico'.

Bem, quero dar uma abordagem um pouco diferente ao tema. Não quero aqui tentar definir o que é ou não 'normal', uma vez que me incomodo profundamente com essa palavra e com as tais definições.

Sei lá se é 'normal' ou não... mas sei o que me faz ou não sofrer, e em que intensidade! E se me faz sofrer, é sinal de que aquilo está em desequilíbrio. Não preciso de manuais ou testes que me digam que não estou feliz. Então, se você sente, constantemente, esse sentimento, e se ele o faz sofrer, é algo de que você precisa cuidar, ok?

Você é daquelas pessoas que tentam controlar a vida?


Ciúme tem a ver, em primeiro lugar, com uma tentativa de se ter controle sobre a vida, visando evitar a dor e o sofrimento. Se nós conseguíssemos confiar em nós mesmos, em nossa capacidade de lidar com o que quer que a vida nos traga, não haveria necessidade de ficar lutando com a vida para que ela não nos fira ou surpreenda.

Pense bem, por mais que você faça, a vida não é algo que você possa controlar. Por mais que você cerque a pessoa amada de controles, telefonemas em horários específicos, regras, cobranças, ameaças... nada disso lhe dará garantia alguma de seu amor ou fidelidade. A vida segue como tem de seguir.

Pense no que acontece nos relacionamentos: parece muito óbvio que se uma pessoa teme algo e tenta controlar o relacionamento o tempo todo, acaba causando um desgaste nessa relação, uma área de desconforto. Isso não seria criado se a pessoa estivesse relaxada, pronta para lidar com o que quer que viesse, não é?

Se não podemos controlar a vida, por outro lado podemos nos tornar maiores e mais fortes para lidar com o que quer que a vida envie em nossa direção. Aqui sim existe sabedoria. Sabedoria de dar o melhor de si ao relacionamento sabendo que, se algo fora do meu controle acontecer, ainda assim se teria uma escolha. A escolha de ficar ou ir, a escolha de simplesmente julgar ou tentar compreender. Sabendo que seremos capazes de lidar com o que quer que aconteça, nos libertamos da necessidade doentia de ter de controlar tudo. Confiamos mais em nós mesmos, e essa é uma chave importante para lidar não só com o ciúme, mas com muitas outras coisas na vida.

Você sabe diferenciar fantasia de realidade?

Em segundo lugar, muitas vezes o ciúme tem a ver com uma dificuldade em ficar em contato com a realidade. Vou explicar melhor. O ciúme, geralmente, começa como uma fantasia. Fantasiamos que algo esteja acontecendo, e a tal fantasia vai crescendo, e se tornando em um monstro horrendo que passa a nos assombrar. E sentimos tanto medo dessa sombra que esquecemos que fomos nós que a criamos, esquecemos que é só uma fantasia. Passamos a acreditar que é real.

Mas de onde vem essa fantasia, afinal? E essa é uma pergunta muito importante. Por que criamos esse monstro horrível que tanto nos atormenta? Por que não criamos um anjo protetor e amigo? Por que criamos algo que nos faz sofrer? Em geral a criação dessa fantasia está associada a uma autoestima rebaixada, ou a um desejo inconsciente de punição em função de algum tipo de culpa.

Como anda sua autoestima?

Pensemos primeiro na tal da autoestima. Como você pode acreditar que alguém o ama e respeita se nem mesmo você é capaz disso? Se esse é seu caso, deixe por uns tempos a questão do ciúme de lado e procure descobrir a beleza que existe em você. Conheça-se melhor, se dê mais amor e atenção, se dê permissão de ser quem você é. Coloque-se em primeiro lugar, lembre-se de que dentro de você existe uma pedra preciosa, valiosa e linda. Permita-se brilhar. Descubra o que você quer da vida. Pare de ficar tentando ver a si mesmo através dos olhos dos outros, aprenda a olhar para si mesmo. Quando estamos encantados com a nossa luz, dificilmente nos perdemos em medo de que alguém não perceba o nosso valor.

'Você' é confiável?

Agora vamos tentar perceber o segundo mecanismo criador das fantasias: A culpa. Será que não é 'você' que anda com desejo de trair seu amor? Será que não está se sentindo atraído por outro alguém? Será que não está em dúvidas a respeito do que sente? Será que você está sentindo ciúme porque na verdade é VOCÊ que não consegue estar inteiro na relação??? Como acreditar na inteireza do outro se nem você consegue oferecer isso?

Se, mesmo que inconscientemente, você não estiver 100% com seu parceiro, corre o risco de acabar achando que é ele que não está com você. Em psicologia esse mecanismo se chama 'projeção' e é muito comum de acontecer quando se trata de ciúmes. Ao achar que é o outro que quer nos trair, acabando gerando uma dor que ameniza a culpa de percebermos que na verdade somos nós quem não somos confiáveis.

Você é corajoso o suficiente para revelar seu ciúme a seu parceiro?

Bem, qualquer que seja o seu caso, não alimente esse sentimento. Todos nós temos a escolha de nos entregar a algo ou não. Resista ao impulso de ser levado pelo ciúme. Transforme o impulso de vasculhar carteiras, bolsos, e-mails ou celulares na atitude mais madura de conversar com seu parceiro. Revele como está se sentindo, peça ajuda. Fale sobre a sua dificuldade em confiar, fale sobre como você se sente ao estar em contato com esse sentimento, revele seus medos e inseguranças.

Quando falamos sobre o ciúme ele perde muito da sua força. Falar sobre algo assim é um enorme voto de confiança na relação e acaba nos aproximando muito de quem amamos.

Atenção: Falar sobre o ciúme é diferente de deixar o ciúme falar!



Fonte : Por
Patricia Gebrim

domingo, 7 de novembro de 2010

A magia dos relacionamentos virtuais


Os tempos mudaram. Há alguns anos, as amizades — ou algo mais — começavam quando as pessoas se encontravam (fosse do jeito que fosse), conheciam-se e achavam que tinham algo a ver. Mesmo que a amizade se desenvolvesse por telefone ou por carta, o mínimo que poderia esperar é que as pessoas se conhecessem ao vivo. Namoro com um desconhecido? Isso era considerado “loucura” ou um tipo de romantismo completamente fora de moda.

Eis, então, que surge a Internet e tudo isso parece virar de cabeça para baixo. Quem costuma navegar na rede sabe: as salas de bate-papo vivem lotadas, cheias de gente querendo se conhecer, conversar, trocar informações. Muitos garotos e garotas varam madrugadas nos fins de semana (ou, às vezes, durante a semana mesmo) conversando com gente que nunca viram e, talvez, nunca venham a conhecer de verdade.

Mas, o que há de verdade nesse mundo de relações virtuais? Nomes viram “nicks” (Tigrão, Sarado, Lulu96, etc.), o português escrito, uma salada de abreviações, incompreensível para os não-iniciados, e aquele papo de “moreno, alto e de olhos verdes” nem sempre é muito confiável. Ainda assim, esses relacionamentos virtuais parecem encantar garotos e garotas de todo o mundo, até mesmo aqueles que, na vida real, encontram dificuldades enormes para estabelecer qualquer tipo de relacionamento. Parece até que há um encanto especial em conhecer pessoas sem conhecê-las de fato. E há. Talvez a magia esteja em poder se mostrar ao outro não do jeito que se é, mas como gostaria de ser.

Pela rede, é possível ser bonito, desinibido, engraçado, conquistador ou qualquer outra coisa que se queira. Tudo isso com um risco mínimo, já que a pessoa do outro computador não tem a menor idéia de com quem está conversando. O problema aparece quando essa espécie de brincadeira de “ser quem não é” se torna a única fonte de relacionamentos de uma pessoa. Há muita gente que, devido à timidez ou à baixa auto-estima, tem uma série de dificuldades em começar ou manter amizades e relacionamentos amorosos reais. A Internet, então, passa a ser para elas a única maneira de entrar em contato com as pessoas. A princípio, isso até pode parecer bom, afinal, a rede significa uma oportunidade de relacionamento social que a vida real não proporciona. No entanto, quando a pessoa começa a viver em função da personagem que cria para si mesmo e que apresenta na rede para as pessoas, isso pode se tornar um problema sério, pois a realidade começa a ficar cada vez mais difícil. Em vez de resolver um problema, esse tipo de comportamento acaba agravando o já existente e criando outros, pois os relacionamentos dessas pessoas nunca se concretizam na realidade. As pessoas que agem dessa maneira passam a se afastar cada vez mais da realidade, e os relacionamentos reais vão ficando cada vez mais difíceis; como as dificuldades em se relacionar cara a cara com as pessoas aumentam, elas passam mais e mais tempo na rede, e o problema vira uma bola de neve.

Apesar disso, conhecer pessoas pela Internet pode ser uma experiência muito interessante, principalmente se você tomar algumas precauções: - O óbvio: não acredite em tudo o que as pessoas dizem nos chats. Muita gente fica encantada com belos discursos ou promessas de paixões devastadoras sem jamais ter colocado os olhos no(a) autor(a) das palavras. Isso aumenta o risco de desilusões e de problemas futuros. Um pé atrás não faz mal a ninguém. - Não dê informações detalhadas sobre você na rede, como endereço, telefone ou particularidades sobre sua rotina para pessoas que não conhece. Há vários casos documentados de pessoas que entram em salas de bate-papo para saber informações a respeito de pessoas por motivos nada amistosos (seqüestradores ou pessoas que costumam abusar sexualmente de crianças e adolescentes). - Não troque os seus relacionamentos reais pelos virtuais. Analise se você não passa mais tempo conversando com desconhecidos na Internet do que com as pessoas com quem convive.

Se isso estiver acontecendo, é o momento para parar e pensar sobre o porquê dessa preferência. Um relacionamento virtual pode ser incrível, mas ele não deve substituir a realidade. Talvez o que torne os relacionamentos virtuais realmente mágicos seja exatamente a possibilidade de eles virarem relacionamentos reais, pois só o convívio pode proporcionar algumas surpresas. Ou você já ouviu falar em “paixão à primeira teclada”?

Por: Andréia Schmidt
Fonte : http://www.educacional.com.br/



terça-feira, 2 de novembro de 2010

O que as pessoas buscam num chat de sexo?


Os usuários descobriram, explorando a Internet, que todo e qualquer assunto pode ser procurado, pesquisado e muitas vezes vivido (dentro das limitações técnicas do virtual) dentro da grande rede. Um dos assuntos mais procurados em todos os sites de busca sempre foi o tema sexo. E dentre os vários recursos interativos utilizados, o Chat é um dos recursos que mais atrai usuários.

Experiência em chat pode ser curiosa, interessante e gratificante, mas exige cuidado

Navegando em um chat criado por usuários sobre profissões relacionadas ao sexo, podemos descobrir que essa ferramenta leva os usuários a viverem sentimentos que em outros ambientes (não virtuais) não se permitiriam, ou pelo menos não se arriscariam a tanto. Entre os curiosos, profissionais da noite e muitos aventureiros, as fantasias são colocadas na rede e compartilhadas por muitos.

O tema (sexo) e o ambiente (virtual) são férteis para ocultação de realidade, ou mesmo para se desconfiar de alguns dos dados observados. Porém, ao visitar com certa freqüência esses sites, o que se encontra são comunidades onde as pessoas procuram alívio para sentimentos que não são explorados no cotidiano, ou que são envolvidos por algum tipo de tabu.

Sabe-se que, desde que o mundo é mundo, as profissões relacionadas ao sexo existem, assim como culturalmente - na música ou na literatura – as concubinas, prostitutas e outras representações da figura feminina explicitamente sedutora sempre estiveram presentes. Porém nesses ambientes, a variedade que se encontra é um pouco mais ampla e o leque de exemplos se abre aos curiosos.

Questionando alguns usuários sobre as razões de procurarem esse espaço, muitos dizem ser esta a forma que encontraram para ‘extravasar’ energia, ou ‘matar a curiosidade’. Alguns até encontram nesse ambiente um meio de sobrevivência profissional e emocional. Depois de trocar algumas palavras, o que se observa entre os participantes é uma descarga muito rápida de sentimentos, afetos, emoções, etc. Alguns acreditam que depois de poucas palavras e pequenas descrições podem encontrar o depositário ideal para todas as suas fantasias latentes. Depois de duas linhas de conversa acham que estão diante de um Brad Pitt ou Angelina Jolie.

Nessas comunidades virtuais, observam-se comportamentos que também são encontrados fora da Internet: intrigas, mentiras brigas; muitas vezes essas comunidades refletem como que um espelho da sociedade, pois nada foi criado, apenas reproduzido em um outro meio.

Alguns profissionais da noite (garotos e garotas de programa) anunciam seus serviços via chat, e relatam que muitos usuários ainda procuram esse serviço para buscar sua ‘primeira noite’, sua ‘primeira escapada’, ou para tentar ver como um profissional trabalha via webcam. Outros ainda dizem que é uma fantasia que gostariam de viver, abrindo assim a possibilidade da fantasia virtual passar a ser vivida na realidade.

Mesmo sendo um ambiente propicio para a vivencia de experiências que não se atreveriam a ter no mundo real, algumas pessoas acabam ‘escorregando’, e deixando que seus sentimentos e vontades a dominem, e partem para a ‘real’. Quando uma pessoa rompe essa barreira, descobre que a atuação estava a favor de suas fantasias, e que o outro passa a ser uma ‘pessoa’, e não mais aquela figura idealizada como lhe parecia ser no chat, acabando geralmente em frustração.

Vale lembrar que, como em outros ambientes onde não se conhece muito bem as pessoas, alguns cuidados devem sempre ser tomados: a segurança deve sempre ser verificada. Como dito aqui, alguns comportamentos humanos podem trazer algum prejuízo moral ou físico. Porém, guardados os devidos cuidados, essa experiência pode ser interessante, curiosa, ou mesmo gratificante.

Por Erick Itakura - Psicólogo componente da equipe do NPPI